Solicitei a um médico uma informação mais concreta sobre este tópico, mas não recebi resposta, portanto considerar com restrição

Rosana

Fiocruz cria exame para diagnosticar a síndrome

Gilberto Costa (Agência Brasil)

Notícia publicada na edição de 06/05/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno B

 

O Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolve metodologia para a elaboração de diagnóstico da síndrome de autismo por meio de exames laboratoriais com aparelhos de eletroencefalograma computadorizado. Já utilizado no diagnóstico de outras síndromes, o exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas freqüências (de 3 a 27 hertz) e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios. Segundo os pesquisadores da Fiocruz, as vantagens do exame são custo acessível e disponibilidade da tecnologia em vários hospitais e postos de saúde no Brasil.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o neurologista infantil Adaílton Tadeu Alves de Ponte, a análise de dados já permitiu verificar que as respostas no hemisfério cerebral direito têm uma amplitude menor que o esquerdo, ou seja, há uma deficiência de ativação do hemisfério direito em relação ao hemisfério esquerdo, quando se compara com as crianças que não apresentam o mesmo problema. Segundo o médico, o hemisfério direito está associado às funções socioafetivas, emocionais, de empatia e de percepção do contexto e compreensão social, enquanto o hemisfério esquerdo é mais envolvido com o cálculo e o raciocínio.

Estimativas internacionais mostram que a ocorrência da síndrome pode ser de uma em cada 500 crianças até uma em cada mil crianças. O autismo tem uma incidência maior sobre meninos - 70% das pessoas com autismo são do sexo masculino. Adaílton Tadeu explica que a ciência ainda não sabe porquê ocorre o autismo. O grupo de pesquisa trabalha com a hipótese de que é um fenômeno de causa genética, associada a mecanismos alérgicos não identificados e desenvolvidos ainda no útero, durante a gestação. Esses processos desencadeiam inflamação que altera o desenvolvimento do cérebro e as ligações no hemisfério direito.

A síndrome do autismo foi descoberta simultaneamente, na década de 1940, por dois médicos de origem austríaca, que trabalhavam separadamente: Leo Kanner, erradicado nos Estados Unidos, e Hans Asperger, que permaneceu na Europa durante o período da Segunda Guerra Mundial. A palavra autismo foi criada pelo psiquiatra suíço Paul Eugen Bleuler para descrever a fuga da realidade observada em alguns indivíduos.

Segundo o Ministério da Saúde, há grande variabilidade de sintomas autistas (espectro), sendo possível identificar desde pessoas muito comprometidas até pessoas com alto grau de desempenho e com habilidades especiais (os chamados asperger, em homenagem a um dos descobridores da síndrome).

Na rede pública, o atendimento às pessoas com autismo deve ser feito em um dos 1.300 Centros de Atenção Psicossocial que, segundo o ministério, contam com equipes multiprofissionais (médicos, enfermeiros, psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, professores de educação física).

 

Esta notícia é para ler relembrada e servir de inspiração para muitos de nós pais.

Gostaria de receber muitas mensagens deste tipo sempre!!

À minha amiga Silvia Jansen e o Dani, parabéns!

Rosana

Autista conclui mestrado numa das maiores universidade do país.

Março 23, 2008 por rheadoassare

Cão-guia ajudou autista a fazer mestrado. A amizade com uma cadela labrador ajudou Daniel Jansen, 32 anos, a ser o primeiro autista brasileiro a defender uma tese na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Autistas têm dificuldades de planejamento e convivência. Fatores que prejudicam a vida escolar dos portadores da doença. Daniel é autista de alto funcionamento, ou seja, ele é portador da síndrome de Asperger que é uma variante mais leve do autismo. Ele conseguiu concluir a dissertação de mestrado na área de biologia no fim de fevereiro desse ano na Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. A dificuldade de convivência contou com a ajuda inesperada de uma cadela labrador e também da Associação para o Desenvolvimento dos Autistas de Campinas (Adacamp).

“Daniel sempre se isolava na escola. Tinha dificuldade de relacionamento com as pessoas. Ele tinha medo em se relacionar, medo de tocar as pessoas. Há 3,5 anos eu vi uma matéria que falava da terapia com cães e fui fazer um curso. A filhote de labrador começou a despertar uma curiosidade e um interesse no meu filho. Ele não aceitava abraço, tinha resistências. As lambidas e brincadeiras da cadela fizeram com que ele desenvolvesse auto-estima e tivesse segurança.”, relata a mãe dele, a bióloga Sílvia Ribeiro Jansen Ferreira. Ela se empolgou tanto com o resultado com o benefício que o animal provocou no comportamento do filho que fundou uma Ong que desenvolve terapia de cães com portadores de outras doenças. Mas o desenvolvimento escolar de Daniel nem sempre foi fácil. Na escola, ele falava sozinho e ficava pelos cantos. Era raro, mas mantinha contato com algumas pessoas adultas.

“Dia sim e dia não, lá estava eu na escola. A dificuldade em se relacionar e a dificuldade motora sempre trouxeram problemas. Mas era só isso. Ele é muito inteligente. Desde os quatro anos já lia meus livros de anatomia que tenho em casa. Sempre teve excelentes notas. Chegou a fazer três anos do curso de medicina, mas quando chegou na fase do contato com o paciente, o olho no olho, não deu mais. A faculdade pediu para ele sair. Durante feiras de estudantes descobriu o interesse para a área biológica. O cachorro ajudou na auto-estima e na segurança. Mas houveram muitas reuniões na universidade para esclarecer sobre a patologia. Havia muito receio de como tratar meu filho”, explica a mãe.”o cachorro ajudou, criou um vínculo afetivo, mas foi um conjunto de ações que ajudou o Daniel a concluir o mestrado na Unicamp. “, analisa o diretor-clínico da Associação para o Desenvolvimento dos Autistas de Campinas, o psiquiatra Cesar de Moraes. O médico é um dos profissionais especialista no assunto que foi mais de uma vez na Unicamp orientar e explicar as características da doença para a coordenação e professores do curso.

De acordo com o médico Cesar de Moraes , Daniel tem síndrome de Asperger que é uma variante mais leve do autismo. O médico explica que o autismo e a Síndrome de Asperger são transtornos invasivos de desenvolvimento, sendo a síndrome uma variante mais leve porque não tem retardo mental, não tem impacto na linguagem verbal, mas tem impacto social e o portador tem ações repetitivas. “Na Síndrome de Asperger, é mais comum em meninos do que em meninas. O portador tem problema de coordenação motora; a linguagem é monótona e em tom monocórdio. Quem tem a síndrome tem dificuldade em interação social, brincam sozinhos, são muito fantasiosos e tem interesses focados, como por exemplo gostar de dinossauro e saber tudo sobre esse assunto. Eles também tem comportamento repetitivo. A doença se manifesta antes dos 3 anos de idade. O impacto dessa doença é na qualidade social, porque as ações são repetitivas e rotineiras. Já o autismo tem as mesmas características de uma forma mais grave no padrão de repetição, dificuldade em raciocínio lógico. Dois terços dos autistas nunca vão vir a falar. “, elucida o médico.mesmo com o apoio dos especialistas e da labrador, Daniel Jansen Ferreira não recebeu tratamento diferente de outros alunos. Prestou o exame e disputou com cerca de 50 alunos a 15 vagas no mestrado de ecologia da Unicamp.

“Ele participou de todo processo, fez todas as disciplinas. Só substituí uma disciplina de campo por outra, mas isso não prejudicou em nada o trabalho de pesquisa dele. O daniel foi responsável em identificar 35 espécies diferentes que vivem ao redor e dentro de algas e esponjas. Ele mesmo fez as coletas dessas espécies em duas praias diferentes em quatro estações do ano. O ritmo dele é diferente mas ele cumpriu o prazo para concluir o mestrado e o trabalho ficou muito bom. Ele tem comportamentos repetitivos, mas que a gente se acostumou. Pessoalmente acho que colaborei, superamos limitações, ganhei e aprendi a lidar com situações que nunca antes tinha sonhado em viver. “, relata a professora orientadora dele, a professora do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da Unicamp, a bióloga Fosca Pedini Pereira Leite. A pós-graduação em ecologia da Unicamp é um dos mais conceituados no país.

Agora, Daniel espera vencer um novo desafio. Arrumar uma namorada

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NEUROLOGIA E PSIQUIATRIA INFANTIL

Recebi da Inês, mãe de outro Matheus, informação sobre as reuniões científicas realizadas pela ABENEPI , no caso específico do Dr. Cesar de Moraes, o responsável pelo diagnóstico do Matheus.

 

http://www.abenepi.com.br/

A ABENEPI é uma entidade sem fins lucrativos que congrega neurologistas, psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, profissionais de saúde e estudantes com interesses afins. A ABENEPI possui uma diretoria Nacional, eleita a cada dois anos durante o Congresso Brasileiro, capítulos estaduais e núcleos regionais.
Quais seus principais objetivos?
  • Integrar diferentes setores profissionais que atendam crianças com distúrbios neurológicos, psiquiátricos e psicológicos.
  • Promover, periodicamente, atividades voltadas à atualização profissional.
  • Lutar pela melhoria, no setor que lhe compete, da atenção à criança.

 

 

 

 

ENCONTRO SOBRE AUTISMO SETEMBRO DE 2009

Foi realizado em setembro de 2009 um Encontro entre profissionais e pais para tratar sobre Autismo.

Com base nas informações e nos temas deste encontro, efetuei uma pesquisa e o material está disponível a seguir

Os grandes destaques foram a relação entre autismo, dietas, vacinas e tratamentos biomédicos.

RELATO PESSOAL DA CONSULTA COM DRA. BERENICE BLANES EM SETEMBRO DE 2004

Após receber as informações e constatar que muito próximo havia uma médica que participara do encontro, resolvemos levar o Matheus para uma consulta. Após uma conversa inicial, e explicações sobre a sistemática do tratamento foi solicitado uma lista de exames.

Segundo o que foi entendido por nós, algumas substâncias de determinados alimentos, metais com os quais se tem contato de todas as formas, conservantes usados em vacinas, substâncias tóxicas existentes na urina oriundas da flora instestinal causariam danos o cérebro numa espécie de intoxicação e que seria necessário efetuar várias etapas de exames para verificação. Somente após o resultados dos primeiros exames é que são feitos os demais, numa espécia de sequência. A cada sequência são verificados os níveis de desintoxicação para se avaliar os efeitos no organismo. 

Os primeiros seriam: microscopia de campo escuro, mineralograma no sangue - pós DMSA, Indicam, e ABO na saliva

Foi explicado que DMSA se trata de uma desintoxicação do organismo para os metais feita através de medicação

Os demais exames: teste de ácidos orgânicos completo, teste de peptídeos urinários, avaliação completa das fezes, cultivo e antibiograma de leveduras, alergias alimentares IgC básico (a análise é feita nos EUA e aqui é feita a coleta e o envio do material)

Com a consulta realizada e com as informações da pesquisa, entrei em contato com alguns pais para solicitar sua opinião sobre o tema, além de participar de algumas outras comunidades que se dedicam ao assunto.

Como o meu objetivo aqui não é avaliar nada, nem ninguém, até porque não tenho a mínima condição cientiífica, nem pretensão para tanto, gostaria de dizer que ao menos tentarei ser o mas imparcial possível, não querendo influenciar outros pais a tomarem qualquer tipo de decisão com relação aos seus filhos. Aqui consta apenas a apresentação das informações, nada mais.

 

 

 

 

 

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