DIREITO À UM MOMENTO DE TRISTEZA
Como seres humanos que somos, temos sentimentos. Há dias que parecem especialmente mais tristes que outros. Hoje me dou o direito a minha tristeza. Não farei dela minha companheira diária, mas algo momentâneo. Em se tratando de nossos filhos lidar com a incompreensão, a injustiça, a insensibilidade, a falta de companheirismo, o querer se aproveitar do outro, a incapacidade para lidar com a malícia, a maldade, o não entendimento às reais intenções alheias são como espinhos na alma.
Por vezes gostaria de mudar o mundo e transformá-lo em um lugar seguro para meus filhos, mas este sonho utópico nunca se realizará. E tenho total certeza de que na verdade meus filhos é que devem estar preparados para enfrentá-lo. Mas surge a dúvida, como posso proporcionar isto a meu filho que já enfrenta às vezes as dificuldades mais básicas? Ou então penso em como poderia sensiblizar tantos corações de pedra. Fico pensando se algumas pessoas, principalmente aquelas que provocam em nós sentimentos como a revolta, se imaginaram em nosso lugar. E se concretamente um dia viverem as nossas situações, como será que se portarão? Quantas vezes na vida fomos forçados a mudar de opinião, rever conceitos, alterar posições em pontos que até então eram consideradas por nós como verdades absolutas?
Hoje, apenas hoje, eu vou ficar triste. Amanhã eu quero esquecer!
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