Fã do Michael!
EU, AUTISTA?
Fonte: Grupo de discussão Aspergerbrasil
Problemas de comunicação? Falta de sociabilidade? Comportamentos obsessivos e repetitivos? Então você pode ser diagnosticado como autista, pois essas são as três principais características para identificar uma pessoa com esse transtorno invasivo de desenvolvimento, descrito clinicamente nos anos 40 e que pode se manifestar tanto de formas severas, em que a pessoa parece totalmente alheia ao ambiente, como em níveis brandos, como na Síndrome de Asperger, em que os portadores apresentam alta funcionalidade em campos específicos, como a música e a matemática. Hoje, sabe-se de que a cada 200 pessoas, uma é autista. No Brasil, são mais de um milhão de pessoas.
No autismo, há uma falha na interação social recíproca: frequentemente, o autista se isola como se estivesse em outro mundo; é passivo diante dos outros e tem dificuldade de estar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo; suas tentativas de interação social podem ser desastradas e inábeis, e de uma forma particular, ingênuas e unilaterais.
Também há dificuldades de comunicação. Alguns autistas não falam e tem pouca linguagem não-verbal. Outros têm a fala limitada, com imitações que podem ser do que o interlocutor acabou de dizer (ecolalia imediata) ou de situações mais distantes (ecolalia remota). É comum o uso da terceira pessoa ao invés do ‘eu’. Abreviação de frases, expressão do estritamente necessário, sendo ignorados o contato social e a ‘troca de idéias’. A linguagem apresenta alterações no discurso recíproco, na compreensão da linguagem figurada e entoação estranha, apesar do vocabulário e da gramática intactos.
E, finalmente, existe imaginação limitada; repetição incessante de movimentos, rotina ou de atividades específicas; reações comportamentais drástica mediante mudanças como, por exemplo, trocar de lugar um objeto da casa; rituais pessoais (ex: antes de sair de casa tem que...; na hora do banho deve sempre...); mania de perfeição; tudo deve ser simétrico e não pode ficar fora daquele lugar. Gostam de alinhar coisas, colocar e tirar objetos de uma caixa. As atividades repetitivas são freqüentes, no entanto as reações a mudanças são menos importantes. Os jogos do tipo ‘faz de conta’ são ausentes; o que é possível observar é a cópia do jogo de outras crianças.
O autismo foi cientificamente descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner. Pode-se subdividir a evolução dos estudos sobre a síndrome[1] autista em três etapas distintas:
1) A fase psicogênica (ou psicoanalítica) em que o autismo era entendido como uma perturbação emocional adquirida (hoje ridicularizada pela memória das “mães geladeiras” apontadas por Bruno Bettelheim como causa do distúrbio).
2) A fase behovirista (e vygostskyana), a partir dos anos 70, em que o autismo será visto como um transtorno orgânico, cognitivo-comportamental de cunho biológico e hereditário (fase da ‘descoberta’ do espectro autista[2] por Lorna Wing).
3) E a fase atual, neurocientífica, em que fatores genéticos, ambientais e cognitivos condicionam uma anatomia cerebral diferente (veja o texto Espelho Quebrados). Fase cujo marco inicial é a pesquisa clínica desenvolvida por Donald Winnicott sobre o papel decisivo da subjetividade no autismo.
Nesse novo paradigma, muitos, como Oliver Sacks no seu conhecido texto Um antropólogo em Marte, não consideram mais o autismo como uma doença e sim como uma diferença cognitiva, uma forma diferente de sentir e de pensar o mundo, tão válida quanto qualquer outra?
Há até, no site http://www.autistics.org/, um link para o falso e divertido Institute for the Study of the Neurologically Typical, que brinca com as características dos "neurotípicos" - termo criado por autistas aspérgicos para definir quem tem um comportamento normal, ou "um distúrbio neurológico caracterizado pela preocupação com normas sociais". Além disso, "pessoas 'neurotípicas' freqüentemente acham que a forma como vivenciam o mundo é a única, têm dificuldades para ficar sozinhos e são intolerantes com as diferenças".
Brincadeiras a parte, a verdade é que a grande maioria dos autistas tem baixo QI (ao contrário dos portadores da síndrome de Asperger) e depende dos outros para viver. Embora possuir uma anatomia cerebral diferente não seja necessariamente uma patologia, para maioria, o autismo ainda é um problema sério de vida e não ‘um modo alternativo de ser’.
Duas tendências contrárias caracterizam essa terceira fase de estudo do autismo. Enquanto os ativistas da neurodiversidade defendem que remédios e terapias alteram a subjetividade única do autista e criticam o que consideram uma prescrição excessiva de drogas para controlar o comportamento[3]; na contramão, surgiram organizações como (Autism Research Institute / Instituto de Pesquisas em Autismo), responsável pelo protocolo DAN (Defeat Autism Now / Derrote o Autismo Agora).
Aqui, o pólo da neurodiversidade é representado pelo Movimento de Orgulho Autista Brasil (MOAB) e pólo DAN pela ADEFA (Associação Em Defesa do Autismo). Esse último grupo acredita que o autismo é causado por stress oxidativo, metilação inadequada e distúrbios na sulfatação que acabam atingindo o cérebro e provocando a alteração que chamamos de autismo. Na visão DAN, o comportamento autista se mantém em um tripé que envolve os sistemas imunológico, intestinal e endócrino. O protocolo se baseia em tratar o autismo através do comportamento do processo metabólico de cada indivíduo, com destaque para as dietas sem gluten e caseina, suplementação de vitamina B6, e uso de camara hiperbárica. Localizam-se os desequilíbrios no organismo através de exames específicos de sangue, urina, fezes e mineralograma; e prescreve-se uma terapia nutricional e bioquímica específica para cada caso, em conjunto com um tratamento educacional intensivo. De acordo com o protocolo DAN há muitos pontos a serem analisados que podem estar afetando o autista[4]. Cada criança tem uma combinação diferente. A Dra. Amy Yasko é médica holística e naturopata, trabalha nos EUA com um protocolo feito através de exames genéticos, baseado no projeto GENOMA e mais precisamente com a epigenética, a ciência que pretende esclarecer como fatores ambientais (hábitos alimentares e estresse, por exemplo) podem interferir no funcionamento dos genes.
Em abril de 2008, a Escola Americana de Medicina Genética (ACMG), estabeleceu procedimentos de práticas clínicas a serem seguidos por geneticistas clínicos, tanto para determinar a etiologia dos casos de desordens do espectro autista como para tratar pacientes com este diagnóstico. Este estudo confirma que atualmente existe uma rotina bem estabelecida, clinicamente disponível, com biomarcadores identificados que auxiliam os geneticistas clínicos a avaliar e tratar indivíduos, descrevendo sucintamente alguns biomarcadores reconhecidos, importantes ferramentas clínicas identificadas para avaliação médica e resposta ao tratamento monitorizado[5].
Hoje em dia, qualquer um pode facilmente contratar os serviços de um geneticista clínico, que segue as orientações praticas da ACMG para diagnosticar e avaliar pacientes autistas. Contudo, para um tratamento eficaz, além do geneticista, há a necessidade de vários tipos de profissionais especialistas que devem fazer parte da equipe multidisciplinar (psiquiatra infantil, psicólogo clínico, pediatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, etc).
Da mesma forma, que há pesquisadores especialistas que, partindo de outras causas possíveis para autismo – o RNA, a neuroquímica do celebro autista ou a dissonância cognitiva – apostam em terapias específicas genéticas, farmacológicas ou psicopedagógicas; também há médicos naturalistas que dão uma ênfase exagerada à dieta SGSC (sem glúten e sem caseína) e a desintoxicação radical de metais pesados, partindo do pressuposto que as causas principais do distúrbio autista são: a) a presença de mercúrio e metais pesados acumulado no organismo e; b) a produção de morfinas pelo organismo, metabolizadas a partir do glúten e da caseína[6].
Porém os melhores resultados de tratamento são conseguidos com adoção de várias terapias em conjunto - o que decorre de uma concepção que acredita em uma causa múltipla (um sistema de determinantes) para distúrbio autista, com diferentes ênfases e modos de condicionamento recíproco entre os fatores hereditários, ambientais e cognitivos.
Tratamentos e terapias
O tratamento ABA (Applied Beravior Analysis, Análise Aplicada do Comportamento) consiste no ensino intensivo das habilidades necessárias para que o indivíduo diagnosticado com autismo ou transtornos invasivos do desenvolvimento possa adquirir a melhor qualidade de vida possível. As oportunidades de aprendizagem são repetidas muitas vezes, até que a criança demonstre a habilidade sem erro em diversos ambientes e situações. A principal característica do tratamento é o uso de consequências positivas ou reforçadoras (presentes, elogios, gratificação).
O uso de ABA baseia-se em cinco etapas: avaliação inicial, definição de objetivos a serem alcançados, elaboração de programas e procedimentos específicos, ensino intensivo e avaliação do progresso. Dentre as habilidades ensinadas incluem-se comportamentos sociais (contato visual e comunicação funcional); comportamentos escolares; além de atividades da vida diária como higiene pessoal. A redução de comportamentos agressivos, evasivos, das estereotipias e auto-lesões também fazem parte do tratamento[7].
O TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children, Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com Desvantagens na Comunicação)[8] é um programa especial de educação talhado para as necessidades individuais de aprendizado da criança autista baseado no desenvolvimento do cotidiano. O que faz a diferença na abordagem TEACCH ser única é o foco no design do ambiente físico, social e na comunicação. O ambiente é estruturado para acomodar as dificuldades que a criança autista tem ao mesmo tempo em que treina a seu desempenho na aquisição de hábitos aceitáveis e apropriados. Baseado no fato de crianças autistas serem frequentemente aprendizes visuais, o TEACCH trás uma clareza visual ao processo de aprendizado buscando a receptividade, a compreensão, a organização e a independência. A criança trabalha num ambiente altamente estruturado com a organização física dos móveis, áreas de atividades claramente identificadas, murais de rotina e trabalhos baseados em figuras e instruções claras de encaminhamento. A criança é guiada por uma sequência de atividades muito clara e isso ajuda que ela fique mais organizada. Acredita-se que um ambiente estruturado para uma criança autista, crie uma forte base para o aprendizado. Embora o TEACCH não foque especificamente nas habilidades sociais e comunicativas tanto quanto outras terapias, ele pode ser usado junto com essas terapias para torná-las mais efetivas.
Várias estratégias de ABA assim como o método do ensino estruturado da abordagem TEACCH são exemplos de estratégias educacionais feitas especialmente sob medida para pessoas com autismo. A ABA é uma terapia comportamental que tem por objetivo adaptar o portador do distúrbio ao ambiente social. Já no programa TEACCH, mais atual, há uma ênfase no desenvolvimento da consciência das diferenças neuro-cognitivas. Mudar o comportamento não é um objetivo em si mesmo. É possível combinar estratégias do TEACCH e da ABA, porém, é muito importante que eles sejam filosoficamente integrados.
Talvez os que trabalham com ABA não enfatizem tanto o desenvolvimento da autonomia, sendo às vezes difícil evitar que as crianças tornem-se dependentes de modelos. Por outro lado, trabalhar com a abordagem TEACCH pode fazer com que os profissionais se concentrem demais na independência e deixem de trabalhar com imitação, usando as situações de um para um somente para ensinar a realização das atividades. Não importa o que façamos ou o que escolhemos, o importante é entender que todo processo de ensino/aprendizagem é baseado na avaliação, observação, análise e o uso dessas informações para delinear programas fundamentados na motivação e individualização.
Outra iniciativa terapêutica importante no tratamento da síndrome autista é o Programa Son-Rise®. Importante em vários sentidos, inclusive no histórico, que foi adaptado para o cinema no filme Meu filho, Meu mundo (Son-rise: a miracle of love, 1979)[9] ou http://www.youtube.com/watch?v=ruh5gIS7be4&feature=related
Entre as terapias, também há várias possibilidades de combinação, porém as mais importantes são: a terapia ocupacional, a de integração sensorial e a terapia da fala ou fonoaudiológica.
A terapia ocupacional trabalha com as áreas de auto-cuidado, trabalho e lazer, com o objetivo reabilitar aspectos motores, perceptivos e cognitivos para promover a autonomia e a adaptação do indivíduo com o ambiente.
A terapia integração sensorial é o processo do cérebro para organizar e interpretar os estímulos externos como o movimento, o toque, o cheiro, o olhar e o som. Autistas sempre exibem sintomas de disfunção sensorial, podem ter um comprometimento sensorial leve, moderado ou intenso, manifestando-se tanto pela hipersensibilidade (evitar ser tocada) ou pela hiposensibilidade ao toque, som (gostar de ficar em lugares apertados, restritos ou quentes como armários, camas com várias cobertas). O objetivo da terapia de integração sensorial é facilitar o desenvolvimento das habilidades do sistema nervoso para que ele consiga processar os estímulos sensoriais normalmente, através de exercícios neurosensoriais e neuromotores para estimular a própria habilidade do cérebro em se reparar. Quando a terapia é bem sucedida, ela pode desenvolver a atenção, concentração, audição, compreensão, equilíbrio, coordenação e o controle da impulsividade. A integração sensorial não ensina habilidades próprias de nível altíssimo, mas incrementa as habilidades do processo sensorial o que permite a aquisição dessas outras tão sonhadas habilidades. A hidroterapia e a equinoterapia são atividades complementares.
E, finalmente, a abordagem mais importante: a terapia fonoaudiológica. Os problemas de comunicação dos autistas têm uma grande variação e dependem do desenvolvimento social e intelectual do indivíduo. Alguns são completamente incapazes de falar enquanto outros têm um vocabulário bem desenvolvido. Qualquer programa terapêutico deve começar localizando o ponto em que as habilidades lingüísticas se encontram. A intervenção precoce e continuada do fonoaudiólogo é fundamental para que o quadro clínico do autismo evolua satisfatoriamente, no que tange à comunicação geral e ao desenvolvimento da linguagem, capacitando o seu portador para compreender, realizar demandas e agir sobre o ambiente que cerca.
A terapia fonoaudiológica poderá ter como embasamento, o programa TEACCH ou ABA. Também poderá utilizar o recurso PECS e as técnicas de intervenção de Lovaas, sempre com vista ao treinamento e desenvolvimento da linguagem e da comunicação. O PECS – (Picturing Exchanging Communication System, Sistema de Comunicação pela Troca de Figuras)[10] dá à criança a possibilidade de expressar suas necessidades e desejos de uma maneira muito fácil de entender. Muitas crianças que começaram a utilizar o PECS também desenvolvem a fala como um efeito colateral. O PECS foi originalmente desenvolvido para crianças do espectro do autismo em idade pré-escolar, mas está atualmente sendo usado por crianças e adultos com diagnósticos que apresentem dificuldades com a fala e a comunicação.
O computador como prótese
O que mais me impressionou nesse breve resumo pessoal sobre a evolução dos estudos e dos tratamentos do autismo foi que a mudança para um terceiro estágio de compreensão da síndrome foi mais política por parte dos pais e dos próprios portadores da deficiência do que científica ou clínica resultante das pesquisas médicas. O feminismo deu às mães a autoconfiança necessária para mudar a idéia de que o autismo era causado por elas que criavam mal seus filhos. Outro fator foi a ascensão dos grupos de defesa de pacientes, aliada à diminuição da autoridade dos médicos - que demoravam a diagnosticar o problema. Ao mesmo tempo, o crescimento de movimentos políticos formados por pessoas com diversos tipos de deficiência estimulou alguns adultos autistas a pesquisar o próprio distúrbio.
Tudo isso foi acelerado pela internet, fazendo com que se trocassem informações livremente, sem mediação institucional, e, principalmente, permitindo o movimento de auto-representação dos autistas, fazendo do computador ‘prótese’ essencial - algo que os transforma de indivíduos introvertidos e isolados em uma rede de seres sociais, o que é um pré-requisito não só para uma ação social efetiva em uma voz na arena pública, mas, sobretudo, para uma mudança no comportamento e na identidade autista. O principal desses primeiros grupos é a ANI (Autism Network International).
Mas, quando se fala de prótese mental não se trata apenas de Internet e da constituição de uma identidade ‘à distância’, mas sim da cognição visual propiciada pelo computador. Todo autista fica incomodado diante da afirmação, bastante comum, de que “uma imagem vale por mil palavras”. Na verdade, o que as pessoas querem dizer (me perdoem o rigor pragmático-semântico e teórico de explicar tudo ao ‘pé da letra’) é que um símbolo inconsciente vale mais que um signo verbal. Não é a imagem que vale mais palavra, é a cognição involuntária que é mais significativa que a linguagem consciente. No computador, um sistema operacional como o DOS, que funciona por comandos escritos, é muito menor e mais rápido do que o Windows que opera por imagens clicáveis. Pode-se dizer que a mente do autista ‘roda Windows’ (por isto é lenta e às vezes trava), enquanto a mente neurotípica se autoprograma através de um sistema operacional algoritmo.
O uso do computador torna-se importante por oferecer pelo menos dois outros aspectos similares ou ‘a mesma maneira de pensar’ que o autismo impõe. Assim como no autismo, o computador também precisa ser ‘ensiná-lo’ tudo; também tem um pensamento literal e se eles não entendem o que você quer, quase sempre ‘congelam’. E além das semelhanças de sintaxe, há também algumas vantagens oferecidas por computadores na educação e no tratamento do autismo: o ambiente estruturado, as respostas previsíveis, a organização visual, o auto-auxilio individual. E há ainda quatro aspectos sobre o uso do computador em educação especial que são relevantes para o seu uso com autismo: aumenta a habilidade de comunicação; melhora a cognição; ajuda nas atividades que envolvem coordenação motora; e pode também ajudar dentro da política educacional de inclusão em escolas regulares.
Hoje, além dos milhares de blogs de mães e crianças autistas, que se multiplicam rapidamente na internet, há várias iniciativas interessantes estão sendo desenvolvidas nesse sentido. Do ponto de vista teórico, o trabalho Breve análise da cognição da pessoa com autismo e porque o computador tem um papel preponderante na educação da pessoa com autismo, de Valéria Llacer Bastos Ribeiro, pode ser uma boa introdução.
Mas, há também iniciativas bem práticas como a de um avô, John LeSieur, que criou um navegador especial para, seu neto autista Zackary Villeneuve: o Zac Browser. Um navegador desenvolvido especificamente para crianças autistas, cujo objetivo principal é que possam interatuar através de jogos e atividades desenvolvidos especialmente pata eles, do modo que seja mais fácil para sua compreensão e entendimento, focado na sua forma de ver o mundo (e com disposições de supervisão e controle de conteúdo pelos pais).
É claro que o computador não substitui a dedicação dos professores, nem o afeto e a atenção dos pais. Ele é apenas uma ferramenta superação para tríplice deficiência do autismo (comunicação, interação social e conduta recorrente). O importante é a mudança de atitude. A auto-representação dos autistas que precisam desenvolver sua autonomia e ajudar a vencer o regime de dependência física e psicológica inerente a sua condição.
Na verdade, os movimentos O Autismo é Tratável e Orgulho Autista dizem a mesma coisa, mesmo que enfatizando aspectos contrários: as instituições médicas e psiquiátricas precisam acreditar que o sentimento das pessoas, sua subjetividade, pode ajudar a curá-las na medida em que forneçam os elementos necessários para sua autonomia de vida. E essa é a missão que este blog espera desempenhar: um espelho para se refletir a realidade do autismo, despertando e incentivando a auto-representação dos portadores destas deficiências.
NOTAS
[1] ‘Síndrome’ significa ‘um conjunto de sintomas dos quais se desconhecem as causas’.
[2] O espectro autista é formado pelas seguintes síndromes: Autismo típico, Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett, Síndrome X Fráfil, Síndrome Landau-Kleffner, Síndrome de Williams e Transtorno Desintegrativo Infantil.
[3] TRATAMENTO FARMACOLÓGICO PADRÃO PARA AUTISMO - Vitamina B6, tomado com Magnésio, aumenta a concentração em 45%. O Dimetilglicina parece contribuir para o bem-estar geral e aumentar habilidades de comunicação e atenção. Ciproheptadina fenfluramina ajuda a reduzir seretonina no sangue. Piracetam aumenta a atenção e diminui sociabilidade e agressividade. A clomipramina, sertralina, fluoxetina e lítio melhoram as manias, a exclusão social e a rigidez.
[4] Indicadores: níveis de IgA secretora diminuídos; doença inflamatória intestinal; deficiências nutricionais; refluxo gastro-esofágico; intestino permeável; acúmulo de metais pesados; trombofilia; disfunção sensorial; alterações cromossômicas; sarampo recorrente; presença de opióides; deficiência de melatonina; déficits nutricionais; alergias alimentares; autoimunidade cerebral; alteração na perfusão; alteração nos níveis de dopamina; CMIS alterado; gastrite; disbiose; nível de amônia elevado; alteração nos níveis de purina; alteração nos níveis de serotonina; alteração nos mecanismos de sulfatação; e deficiência nos níveis de ômega 3.
[5]
1. Biomarcadores de Pofirinas - ajuda a determinar se o mercúrio tóxico está presente e, quando ele for encontrado, monitora as alterações das quantidades de mercúrio, durante as terapias de desintoxicação (leia-se: quelação);
2. Biomarcadores de Transulfatação - ajuda a determinar se a suscetibilidade bioquímica ao mercúrio está presente e, quando for encontrada, monitora a resposta do paciente durante a suplementação de terapias nutricionais, tais como: metilcobalamina (a forma metil de vitamina B12), ácido folínico, e piroxidina (vitamina B6);
3. O estresse oxidativo/ biomarcadores de Inflamação - ajuda a determinar se há excesso de subprodutos de vias metabólicas e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com anti-inflamatórios, como Aldactone ® (espironolactona);
4. Biomarcadores Hormonais - ajuda a determinar se alterações hormonais estão presentes e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante o tratamento indicado com drogas de regulação hormonal tais como Lupron ® (acetato de leuprolide) e Yaz ® (drospirenone / ethynyl estradiol);
5. Biomarcadores de disfunção mitocondrial - ajuda a determinar se houver perturbações nos percursos de produção de energia celular e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com drogas como a Carnitor ® (L-carnitina); e
6. Biomarcadores Genéticos - ajuda a determinar se há susceptibilidade genética ou fatores causais presentes e, quando forem encontrados, fornece dicas sobre as modificações comportamentais que reduzem o impacto desses fatores genéticos.
[6] Glúten e a caseína são transformados em peptídeos, denominados gliadinomorfina (a quebra da proteína do glúten) e caseomorfina (a quebra da proteína da caseína).
Esses peptídeos são complexas cadeias longas de aminoácidos e exigem um bom funcionamento da produção enzimática para serem devidamente quebrados e absorvidos pelas funções orgânicas. Ambos os peptídeos agem como a morfina no corpo. Isto acontece com pessoas que tem problemas de fungos no intestino. A teoria é que um grupo de fungos com crescimento desordenado, adere à parede do intestino tornando-o permeável. Substâncias que não são completamente digeridas podem entrar no fluxo sanguíneo e daí chegar até o cérebro.
Vários estudos mostram que o autista tanto tem sérias deficiências de produção enzimática com pouca ou nenhuma produção da enzima DPP IV responsável pela quebra desses peptídeos, quanto o desequilíbrio da flora intestinal, provocando o intestino permeável e deixando que essas substâncias entrem na corrente sanguínea e se liguem aos receptores opiáceos no cérebro.
A deficiência na sulfatação é outro fator que contribui para o intestino permeável. Os glucosaminoglucanos, polissacarídeos responsáveis por manter a integridade celular da mucosa intestinal e da barreira hematoencefálica, são dependentes de sulfatação.
Sem sulfatação, os glicosaminoglucanos não podem desempenhar o seu papel de manter a integridade celular.
[7] Apostila ABA
[8] Site oficial http://www.teacch.com/ e no Brasil http://www.teacchbrasil.com.br/portal/ , v. tb Autismo e os Princípios Educacionais do Programa TEACCH http://www.soldeamor.com/ent_amasmetodo.htm e Aplicação do método TEACCH para pais http://www.carlagikovate.com.br/index_arquivos/Page790.htm
[9] No início dos anos 70, o casal Barry e Samahria Kaufman, ouviram dos especialistas que não havia recuperação para seu filho Raun. Foi a partir da dedicação intuitiva e amorosa, que eles desenvolveram o Son-Rise. Raun se recuperou após três anos e meio de trabalho intensivo com seus pais, continuou a se desenvolver, cursou uma universidade e agora trabalha no Autism Treatment Center of América. Desde então, milhares de crianças utilizando o programa têm se desenvolvido muito além das expectativas, algumas delas apresentado completa recuperação. O programa dá ênfase na relação afetiva com os pais. No Brasil, o Son-rise está em: http://www.inspiradospeloautismo.com.br/
[10] http://www.pecs.com/, no Brasil, http://pecsemportugues.blogspot.com/, v. tb http://jogosdidacticos.blogspot.com/
NOVIDADES NO TRATAMENTO
Com o objetivo de discutir, trocar experiências e trazer novas informações sobre analise de exames específicos para utilização de tratamentos biomédicos no espectro autista, a AUTISMO INFANTIL no Brasil organiza a I Jornada Internacional Tratamentos Biomédicos do Espectro Autista.
Um evento ministrado pelo Dr. William Shaw entre outros médicos DAN! O protocolo DAN é usado em larga escala nos Estados Unidos, serão abordados temas como: Alterações Gastrointestinais nos Pacientes do Espectro Autista; Dieta sem Glúten sem Caseína e Outras Intervenções Dietéticas; "Oxalatos, Deficiência de Colesterol e outros Graxos como Fatores Importantes no Autismo; Interpretação de Exames; Uso de Nutrientes e Vitaminas no Espectro Autista...
O AUTISMO NOS ESTADOS UNIDOS
Familiares de autistas nos EUA estão comemorando conquistas importantes, resultado de um grande esforço e mobilização nacional.
Dentre as boas notícias está a confirmação da relação entre o Thimerosal, um conservante a base de mercúrio contido em diversas vacinas, principalmente na vacina Tríplice e Autismo e demais síndromes que afetam o sistema nervoso central e consequentemente o desenvolvimento dos indivíduos afetados.
Milhares de famílias estão se unindo numa das maiores ações processuais coletivas de todos os tempos (quase atingindo as proporções das ações contra os fabricantes de cigarros). Todos os fabricantes e distribuidores de vacinas infantis que contém
thimerosal estão sendo processados.
Milhões de crianças vinham sendo expostas a este preservativos durante vários anos através das vacinas infantis obrigatórias.
Estudos recentes da Universidade de Calgary no Canadá, agora revelam que íons de mercúrio alteram a estrutura da membrana das células de Neurônios em desenvolvimento.
O mercúrio não apresenta nenhum fator benéfico para seres humanos, na verdade é a segunda substância mais tóxica existente no planeta. E, mesmo em pequenas doses é altamente prejudicial ao organismo humano.
O cérebro dos fetos é o alvo mais vulnerável quando da exposição pré-natal ao mercúrio. Hoje já é sabido que crianças que ainda estão com seus órgãos e sistema biliar em desenvolvimento são muito mais sensíveis e com grande tendência a danos ao organismo do que indivíduos adultos. Entretanto fabricantes de medicamentos continuam a usar o Thimerosal como preservativo em vacinas infantis.
Baseado no atual cronograma de vacinação americano, algumas crianças são inoculadas na maioria das vezes a 30 (ou mais) doses de vacinas até atingirem a idade escolar. A quantidade de Thimerosal contido nas vacinas excede, e em muito, os limites de exposição considerados "seguros" pela agência Agência de Proteção Ambiental (EPA) e a Agência de Registro e Controle de Doenças e Substâncias Tóxicas (ATSDR).
O papel do mercúrio nos danos e desordens causadas ao sistema Neurológico e imunológico associados a atrasos de desenvolvimento e regressões comumente associados as desordens encontradas no espectro do Autismo é uma realidade hoje comprovada.
Outra grande vitória para os familiares de autistas é o sucesso obtido com a terapia chamada Quelação, pela qual se procede a desintoxicação do organismo, eliminando-se o mercúrio depositado no sistema nervoso central e outros tecidos, excreção de outros metais pesados, trazendo equilíbrio ao organismo.
Um lista de profissionais que adotam o protocolo de desintoxicação Chamado Protocolo DAN (Defeat Autism Now) podem ser localizados aqui em www.autistas.org (vide Protocolo DAN).
Importante:
Os laboratórios fabricantes de tais vacinas estão enviando milhões de doses de vacinas contendo Thimerosal para países da América Latina e África onde a fiscalização e regulamentação de medicamentos não impede o uso de Thimerosal como preservativo.
Fonte: ( http://www.autistas.org/)
NOVOS PROGRESSOS NO TRATAMENTO DO AUTISMO
Autismo é uma desordem comportamental causada por mudanças súbitas em certas áreas do cérebro. Atualmente (2008), 1 em cada 150 crianças é diagnosticada com autismo nos Estados Unidos e o número é crescente. As causas biológicas exatas do autismo e das desordens do espectro autista são desconhecidas e são um grande desafio para a sociedade. Embora não haja uma má formação cerebral, estudos recentes têm observado mudanças bruscas em algumas áreas do cérebro de pacientes autistas, incluindo um aumento moderado, que parece acontecer durante o desenvolvimento do cérebro fetal ou na 1ª infância. Fatores genéticos, ou a exposição do cérebro em desenvolvimento a alguma toxina ambiental ou infecção, pode ser a causa dessas anormalidades. O impacto cerebral pode piorar durante a vida, enquanto o indivíduo é continuamente exposto a tais fatores ambientais, ou dentre aqueles com incapacidade de quebrar e se livrar dessas toxinas.
No cérebro normal, essas áreas coletivamente conhecidas como o sistema límbico, estão envolvidas em atividades complexas como encontrar significado nas experiências sensoriais e perceptivas, no comportamento social, na emoção e na memória. O sistema límbico também está envolvido no controle de complexos movimentos habituais como, aprender a se vestir e se lavar, ou participar de atividades coletivas. A estrutura límbica está envolvida em diversos processos desde a criatividade artística, ao aprendizado de uma habilidade, reconhecimento de estruturas faciais, a ligação emocional, a agressão e ao vício. Então, anormalidades nessa área cerebral, cortam ou proporcionam impressões destorcidas da realidade, levando a inabilidade de efetivamente se relacionar com o mundo a sua volta, provocando um isolamento social.
Pessoas com autismo podem ficar presas a um mundo de comportamentos ritualísticos. Com variável incapacidade de interagir com as pessoas a sua volta. Uma pequena parcela mostra uma notável habilidade para executar algumas tarefas como tocar piano, executar cálculos matemáticos complexos, enquanto ao mesmo tempo não conseguem se alimentar sozinhos ou se vestir.
Os aspectos biológicos e comportamentais do autismo, remetem a desordens como a esquizofrenia, epilepsia e outras tantas raras condições neurológicas pediátricas.
Desordens da química cerebral, particularmente envolvendo os neurotransmissores dopamina e serotonina, que protagonizam um papel importante no movimento e funcionamento do sistema límbico, têm sido apontadas. Ligações entre anomalias genéticas responsáveis pelo desenvolvimento do cérebro estão sob investigação.
Descobertas recentes sugerem anomalias no sistema digestivo, e estudos mostraram que os sintomas de alguns pacientes são agravados por determinados fatores dietéticos que resultam possivelmente das alterações de populações bacterianas no sistema digestivo.
Há ligações entre várias desordens inflamatórias, tais como artrite reumatóide e recentes evidências de processos inflamatórios em curso no cérebro. Isto sugere que as alterações no sistema imunitário ou em alguns fatores ambientais possam contribuir para o autismo também. Parece que estes compostos biológicos, estão alterando diretamente ou indiretamente a função do cérebro em níveis variados. Entretanto, uma hipótese unificadora para esta desordem devastadora que considera todas estas observações, ainda não foi encontrada.
O autismo é claramente uma desordem do comportamento. Conseqüentemente uma análise detalhada desta desordem comportamental complexa, na condição humana e em modelos de experimentos animais é absolutamente essencial.
Um número de compostos metabólicos resultados da digestão alimentar e também os compostos inflamatórios liberados pelo organismo, as citoquinas, são conhecidos por ter efeitos profundos no desenvolvimento do cérebro, na função de sistema límbico e finalmente no comportamento.
(Autism Research Group – The University of Western Ontario)
AUTISMO E TRATAMENTOS BIOMÉDICOS
Costuma-se afirmar que o autismo é um fardo que se deve aceitar. No entanto, atualmente existe uma grande variedade de opções de tratamentos que podem ser muito efetivos. E essa é uma boa notícia. Alguns tratamentos podem trazer uma grande melhora, outros uma pequena ou nenhuma melhora, mas, um início promissor é os pais procurarem um tratamento biomédico, o qual apresenta mais de 25.000 testemunhos de pais relatando o sucesso de variadas intervenções em seus próprios filhos.
Por muitos anos o autismo foi raro, ocorrendo em 5 crianças para cada 10.000 crianças nascidas vivas. Entretanto, desde o início dos anos '90 a incidência cresceu exponencialmente ao redor do mundo, atingindo a média de 60 por 10.000. A relação de gênero é de 4 meninos para cada menina atingida pelo autismo.
Em 2007 o Centro de Controle de Doenças avaliou que uma em cada 150 crianças era diagnosticada como autista.
A idade em que começa a intervenção tem um impacto direto nos resultados. Quanto mais cedo uma criança começa a ser tratada melhor será seu prognóstico. Recentemente há um aumento na porcentagem de crianças que freqüentam a escola em salas de aula convencionais e vivem de forma semi-independente em comunidades.
Entretanto, a maioria das pessoas autistas permanece com déficits em suas habilidades de comunicação e socialização.
© 2007-2008 Autism Research Institute
http://www.autism.com/translations/pt/pt_whatisautism.htm
Mas a investigação científica dos últimos 5 anos tem aberto muitas janelas que deixam antever que o autismo não é uma doença mental/comportamental/cognitiva.
O autismo será uma doença geneticamente predisposta, com múltiplos fatores desencadeantes ou agravantes, multisistemica, com alterações metabólicas variadas, mas quantificáveis, que envolve também o cérebro e, por isso, torna muito evidentes as alterações mentais e de comunicação.
A abordagem biomédica dos doentes do espectro do autismo está a revelar-se uma estratégia promissora para poder conhecer melhor as alterações metabólicas que acompanham esta doença e ser uma possibilidade de melhoria dos sintomas das crianças com manifestações do espectro do autismo.
Seguem informações de um grupo dedicado aos pais que estão em busca de tratamentos para crianças autistas usando também Intervenções Biomédicas.
Está em discussão os diferentes protocolos para tratar o autismo.
Alguns membros acreditam que precisam dar atenção aos problemas INTERNOS das crianças autistas provendo a estas as melhores terapias externas disponíveis.
Eles acreditam que injetar MERCURIO nas crianças é errado. PONTO. Não são contra vacinas, mas que sejam seguras, portanto mais pesquisas são necessárias.
Acreditam que apenas com o uso de terapias externas como ABA estão negando um futuro melhor às crianças. Querem TRATAMENTO imediatamente, não cuidados paleativos. São lutadores.
Afirmam que intervenções biomédicas nos Estados Unidos e Europa já incluem: quelação, dieta, suplementos, tratamento contra vírus, HBOT, NAET (alergia), Terapia Ocupacional, Fono, quiropratas e homeopatia.
Sugestões de pesquisa na internet
www.autismoemfoco.googlepages.com/
www.autismotratavel.googlepages.com/
www.freewebs.com/autismoesperanca/index.htm
www.autistas.org/index.html
O instituto de pesquisa sobre Autismo, ARI reuniu um grupo de aproximadamente 30 médicos e cientistas com cuidadosamente selecionados em Dallas em janeiro de 1995, com a finalidade de expressar e compartilhar idéias para derrotar o autismo o mais rapidamente possível. Os participantes, dos ESTADOS UNIDOS e da Europa, representam as mentes mais avançadas e melhores mentes no mundo do autismo. Os participantes continuam a trabalhar junto com o objetivo de encontrar tratamentos eficazes.
O objetivo principal do DAN!
A conferência começou produzindo um protocolo que poderia ser usado por médicos em toda parte como uma guia para a avaliação clínica de pacientes autistas, conduzindo para apropriar o tratamento. Depois de um ano de trabalho árduo - o original, representando uma indicação do consenso médica alternativa avançada ao diagnóstico e ao tratamento do autismo, está agora disponível.
O manual de 244 páginas é intitulado Opções biomédicas da avaliação para crianças com autismo e problemas relacionados.
Pais e médicos que não consideram drogas psicotrópicas como os melhores ou únicos meios de tratar pacientes autistas dão boas-vindas a este manual avançado na avaliação clínica.
CAUSAS DO AUTISMO
A causa específica, ainda é desconhecida mais há várias suspeitas de que se pode compreender alguns desses fatores:
· Influência Genética
· Vírus
· Toxinas e poluição
· Desordens metabólicas
· Intolerância imunológica
· Infecções virais e grandes doses de antibióticos nos primeiros 3 anos.
SOBRE METAIS PESADOS – UMA DAS POSSÍVEIS CAUSAS
Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio, e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o chumbo e cádmio e o mercúrio já citado antes, não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.
Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.
A ingestão, inalação ou absorção pela pele, de metais pesados ou substâncias que componham o mesmo, pode resultar em situações como o autismo, atraso mental, doenças, cansaço ou a síndrome do Golfo.
Porém ainda que sendo apenas uma hipótese, ela não deixa de ter boas bases científicas e hoje os laboratórios começam a abandonar o uso do mercúrio como conservante, em parte devido à pressão da opinião pública.
Mesmo que esse seja o motivo para o autismo não é o único. Existem diversas substâncias que estamos a acostumados de certo modo e algumas nos são impostas no convívio social como tabaco, poluição (sobretudo os gases de escape dos automóveis e fábricas), álcool, vemos que estamos vivendo num mundo demasiado poluído e que pode agravar toda esta situação.
A Medicina Alternativa Complementar (CAM), portanto, pode ajudar pessoas com autismo. Ao verificar qual foi o dano causado no organismo (seja no sistema imunológico, alergias ou outros problemas) e trabalhar na busca de uma solução, existem dietas, tratamentos farmacológicos e terapias que em conjunto podem auxiliar a solucionar ou amenizar situações graves. E todo e qualquer tratamento iniciado precocemente terá melhores resultados.
Rejane Corrêa Marques , Jornal do Brasil
RIO - A comunidade científica tem sido confrontada com acusações de encobrir provas de que a presença de mercúrio em vacinas infantis causa autismo. A principal alegação é a de que o timerosal, substância à base de mercúrio usada para conservar vacinas, exporia crianças aos prováveis efeitos adversos atribuídos a esse elemento.
Os defensores da substância afirmam que os dados não sustentam uma relação causal. Já os críticos não estão convencidos da validade desses dados. De qualquer maneira, atualmente, quase todas as vacinas administradas em crianças norte-americanas e européias são isentas de timerosal. No Brasil, a substância ainda é usada como conservante de vacinas nos programas de imunização.
A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública do século passado e a principal contribuição para o controle das doenças transmissíveis e de mortes causadas por elas. É inquestionável. Porém, nos últimos anos, cresceu a suspeita de que o timerosal das vacinas causaria autismo e outras doenças devido à ação tóxica do mercúrio presente em sua composição. O problema seria agravado pelo aumento do número de vacinas que as crianças recebem.
Nos Estados Unidos, por exemplo, entre os anos 80 e 90 foram acrescentadas ao calendário de imunização, além das já 'tradicionais' cinco doses da vacina tríplice bacteriana (a DPT, contra difteria, tétano e coqueluche), três doses da vacina contra o vírus da hepatite B (a primeira nas 12 horas iniciais de vida) e quatro doses de vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b.
Além disso, passou a ser recomendada a aplicação de três doses da vacina contra gripe (a primeira aos seis meses de idade). No total, o mercúrio das vacinas poderia chegar a 200 microgramas (µg) administrados nos primeiros seis meses de vida da criança.
Durante essas décadas, o número de casos de autismo nos EUA aumentou consideravelmente, e o timerosal foi apontado como uma possível causa, levando a uma reação dos defensores da substância. A comunidade científica, infelizmente, não tem ajudado no caso, aparecendo, para o público, na defesa incondicional do conservante, banalizando a questão ou mostrando indiferença em relação ao tema.
Alerta e confiança
Em 2001, a venda de produtos à base de timerosal (como o mertiolate e o mercurocromo) foi suspensa no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso do composto alegando que ofereceria risco aos usuários. Em comunicado à imprensa, a Anvisa diz que a decisão foi tomada "tendo em vista a tendência mundial da diminuição da exposição de seres humanos a produtos à base de derivados de mercúrio", e determina a imediata "proibição da utilização de derivados de mercúrio em medicamentos fabricados no Brasil, exceto vacinas".
No Brasil, dependendo do fabricante, a dose da vacina contra hepatite B pode ter de 12,5 µg a 25 µg de mercúrio e cada dose da vacina combinada DTP+Hib pode ter de 25 µg a 50 µg desse elemento. Segundo a Agência de Proteção Ambiental americana, qualquer líquido que contenha mais de 0,2 µg de mercúrio é classificado como resíduo perigoso. Portanto, é difícil acreditar que níveis de mercúrio 60 a 250 vezes mais elevados do que esse parâmetro possam ser chamados de "minúsculos", como querem os defensores do timerosal.
Já é consenso científico (corroborado pela Organização Mundial da Saúde) que o mercúrio é tóxico; que as crianças, nos primeiros meses de vida, são mais suscetíveis a interferências no desenvolvimento neurológico causado pela exposição ao elemento; e que prevenir tal exposição nos períodos críticos do desenvolvimento do sistema nervoso central deve ser objeto de estratégias de saúde pública. Por que então permitir que o mercúrio continue presente nas vacinas?
A vacina contra hepatite B, administrada nas primeiras 12 horas de vida, não representa um risco ainda maior para recém-nascidos? Essa é a dose mais desafiadora: devido à pequena massa corporal dos bebês, o impacto do mercúrio nessa dose equivale ao dobro das doses somadas das vacinas DTP e hepatite B aos seis meses de idade.
EXAMES RECOMENDADOS PARA AVALIAÇÃO INICIAL
Teste de àcidos orgânicos (TAO)
Virtualmente todas as amostras retiradas de crianças com autismo ou TID têm um ou mais composto anormal, de ácido orgânico devido a níveis anormais de levedura e outras bactérias de gastrointestinal. Estas combinações podem afetar, entre outras coisas, o funcionamento neurológico, utilização de vitamina, nível de energia, integridade da parede intestinal, utilização de hormônio, e a função de músculo.
Esse exame detecta metabolitos excretados pela levedura e bactérias gastrointestinais, além de identificação de níveis excessivos de levedura no tracto de GI ou bactérias. Esse exame revela também deficiências nutricionais ou de antioxidantes, erros inatos de metabolismo, problemas com aminoácidos ou ácidos graxos, exposição a toxinas de solventes, indicações de possíveis condições diabéticas, deficiências de vitaminas C o B, e níveis incomuns de neurotransmissores.
Cultivo e resistência de leveduras (C&R)
Este teste deveria ser feito em combinação com o teste ácido orgânico para adquirir a leitura mais precisa para levedura e crescimento de bactéria. Fazendo ambos estes testes você terá toda a evidência que seu médico precisa para lhe ajudar a tratar este problema. O teste de ácido orgânico na urina é o teste mais preciso para detectar levedura que às vezes pode ser negligenciada no teste de fezes. Levedura às vezes pode se prender ao forro intestinal e não ser eliminada nas fezes. Em alguns casos, as seções de fezes onde a levedura está presente não são as seções que são coletadas para ser enviadas para análises. Porém, geralmente o teste de fezes é um teste preciso.
O maior benefício do teste de fezes é a porção de sensibilidade do teste que lhe mostrará quais os agentes antifúngicos que responderá melhor sua levedura intestinal.
Análise de alergia a alimentos. IgG & IgE
O impacto de alergias a alimentos no comportamento pode ser surpreendente, os desejos são muito freqüente para as mesmas comidas que causam reações alérgicas.
No laboratório é possível a análise completa de alergia a alimentos, o qual analisa 96 alimentos tanto do tipo IgE como do tipo IgG. Em alguns casos, o aumento excessivo de levedura intestinal que é identificado no exame de ácidos orgânicos, pode causar alergias a alimentos levando a uma condição chamada “Intestino permeável ”, por tanto essas comidas podem representar um papel importante em níveis anormais de organismos de GI. Nós temos dois painéis disponíveis; um que analisa 96 alimentos, e outro que analisa 10 dos mais alimentos mais comuns em causar reações nas pessoas. Nós recomendamos fazer um destes dois painéis. É melhor ter o painel completo feito. Porém, o painel de 10 alimentos é bom para pessoas que têm recursos limitados, ou para pessoas que não querem esperar até que o problema de levedura esteja sob controle para ver que alergias de comida eles têm.
Análise de deficiências imunológicas (imunodeficiências)
Numerosos documentos comprovam o funcionamento inadequado do sistema imunológico em muitas populações, aumentando a vulnerabilidade para infecções de bactérias/vírus/fungos. Em particular, sobre levedura existem muitas comprovações como supressora do sistema imunológico. Assim, se houver uma população de levedura excessiva, aumenta a probabilidade de uma resposta imunológica inadequada, em contrapartida aumentando a probabilidade de mais infecções e mais levedura. Um painel especificamente é projetado para esta população de pacientes; por exemplo, níveis de zinco, e proteínas imunes específicas como IgA e subdivisões da classe de IgG, é freqüentemente inadequado.
Análise de peptídeos de leite e trigo na urina
Na maioria dos casos pessoas que têm alergias a alimentos como leite e trigo, também têm problemas com peptídeos de leite e trigo interagindo com o cérebro e causando um efeito de ópio. Porém, há algumas pessoas que podem não mostrar alergia a alimento de leite ou trigo, mas tem o problema de peptídeo e vice-versa ; assim é uma boa idéia fazer a análise de peptídeo e a análise de alergia a alimento.
Se se preferir fazer um único teste, é recomendado o teste de alergia a alimentos, desde que se possa assumir que a maioria das pessoas que têm alergias de alimento à caseína e glúten também tem o problema de peptídeo. A análise de peptídeo também é um teste de urina e assim pode ser mais conveniente.
Análise de Metais no sangue e no cabelo.
Cabelo é útil para a descoberta de metais tóxicos como chumbo, alumínio, mercúrio, e cádmio. Chumbo pode ser achado em sujeiras próximas a estradas e pode estar comumente presente em pintura de casas mais velhas. Crianças que comem fatias de pintura podem desenvolver níveis de chumbo tóxicos.
Cádmio é usado em baterias, pneus aço-cingidos, e plásticos. Vasos plásticos claros que se usa para guardar alimentos podem ser uma fonte de cádmio e também são achados em fumaça de cigarro.
Mercúrio é usado em baterias, amálgama dental, bomba de aspirador de pó, válvulas, e selos. Quantidades altas de mercúrio dos amalgamas dentários de cadáveres cremados podem causar contaminação nos bairros circunvizinhos.
Arsênico é alto em frutos do mar e também pode ser achado em animais que se alimentam de comida que contém arsênico. Arsênico também está presente em preservativos de madeira, fungicidas, herbicidas, inibidores de corrosão, e em chumbo e ligas de cobre.
Crianças com autismo podem responder favoravelmente a remoção de metais tóxicos. A maioria das crianças com autismo também têm baixos valores de elementos essenciais como cálcio, potássio, zinco, e magnésio. Tratamentos de exposição a metais pesados geralmente envolve a remoção da fonte de metais pesados, e tratamento com agentes de ligação.
Exame de Metalotioneína
A maioria dos pacientes autistas demonstra níveis anormais subprodutos da proteína metalotioneína, responsável pela regulação de níveis de metais no organismo (metais tóxicos, tais como mercúrio e cadmio) e metais essenciais como zinco e cobre. O exame de metalotioneina mede os níveis dessa proteína e inclui a avaliação de níveis de cobre e zinco e suas proporções, frequentemente alterados no autismo e em outras doenças crônicas, devido à funcionalidade alterada da metalotioneína.
EXAMES POSTERIORES PARA O AUTISMO E TDAH:
Teste de ácidos orgânicos - É útil re-testar entre 4-6 meses depois de iniciar o tratamento, principalmente para reafirmar o tratamento. Se o teste original demonstrar exclusivamente níveis indesejáveis de metabolitas microbiais de GI, então o teste microbiano menor será suficiente. O painel microbial testa somente 20 dos 62 compostos que são analisados com o teste completo de ácidos orgânicos.
Cultura de levedura e sensibilidade - Quando refizer o teste de ácidos orgânicos ou o painel microbial é sempre uma boa idéia fazer esse teste também , para ver se alguma sensibilidade tem mudado após o tratamento de levedura. Em muitos casos, a levedura pode desenvolver resistência para os anti-fungos após ser expostas aos tais. Refazer os testes entre 3-6 meses ou quando forem necessários para tratamentos direcionados por seu médico.
Painel de alergia a alimentos - Se foi feito inicialmente o teste básico de alergia a alimento, ou se esperou até que o problema de levedura fosse resolvido, agora é uma boa a época para fazer esse teste. Se foi feito o teste completo de alergia a alimentos primeiro, quando a levedura estava presente, deve se refazer o teste de novo para ver qual alergia a alimentos ainda está presente. Muitas vezes alergia a alimentos desaparece quando o problema com levedura for resolvido.
Aminoácidos - Útil na avaliação e tratamento para letargia, fraqueza do músculo, deficiência de vitaminas, intolerância a proteínas, vômitos, pedras no rim, erros inatos de metabolismo, e ataques apoplécticos. Desde que muitos desses sintomas são causados, ou piorados por níveis elevados de bactéria/levedura de GI, é recomendado que o teste de aminoácido seja seguido do teste de ácidos orgânicos, (caso tratamentos sejam indicados) para organismos de GI. O teste de ácidos orgânicos inclui alguns indicadores de erros inatos de metabolismo.
Perfil de vitaminas - Útil para identificar dietas inadequadas, mal absorção, complacência pobre, status da mucosa gástrica, causas de anemia e síntese de deficiência de DNA. O perfil de vitamina 20 é útil se níveis de Carnitina for necessário. Testes de vitaminas podem ser muito importantes em crianças com diarréia, fezes moles, ou fezes com comida não digerida. Crianças que são muito exigentes com comida podem também se beneficiar desse teste, desde que sua ingestão de nutrientes está prejudicada. Recentemente alguns pesquisadores descobriram que em alguns casos deficiência de vitamina A pode causar problemas de visão no autismo, e isso é uma outra boa razão para ter o nível de vitaminas examinado.
Ácidos Graxos Essenciais - Deficiências de ácidos graxos essenciais são associadas com perda de cabelo, ressecamento da pele, diarréia, eczema, fadiga, agressão, cabelo seco e frágil, comer demais, sede excessiva, atraso no crescimento, deficiência imunológica, hiperatividade, mau cicatrização das feridas.
Ácidos graxos essenciais podem ser deficientes por causa de dieta inadequada, diarréia, fezes moles, produção inadequada de enzimas pancreáticos, ou produção inadequada de ou secreção da bile ou sais da bile. O padrão geralmente observado em crianças com autismo e a deficiência de ácidos graxos Omega-3, especialmente ácido alfa-linocênico com elevações de ácido araquidônico e ácidos graxos trans.
O Ácido Araquidônico é extremamente importante uma vez que é convertido em substâncias regulatórias chamadas prostaglandinas. Grãos e carnes de animais que se alimentam de grãos podem ser muito ricas em ácido araquidônico.
Ácidos graxos trans são ácidos graxos não naturais produzidos por hidrogenação de ácidos graxos não saturados. Ácidos graxos trans pode m ser especialmente prejudiciais quando a pessoa é deficiente em ácido alfa-linocênico. Ácidos graxos trans podem afetar fluência neuronal por virtude das diferentes dimensões comparadas com ácidos graxos cis. Ácidos graxos trans são altos em comidas como batata frita, chips de batata, margarina, biscoitos e bolo.
Exames para alergias respiratórias – Particularmente útil para alergias respiratórias á poeira, mofo, e polén. Exame de sangue para anticorpos tem melhorado bastante nos últimos anos, e é uma alternativa rápida para exames de pele quando apropriado, tais como para criancinhas bem novinhas, ou pacientes com assaduras na pele. Em alguns casos alergia respiratória pode causar uma mudança drástica no comportamento.
Quelação de Metais Tóxicos e Autismo
Quelação
(Ou desintoxicação de metais pesados) Trata-se de uma terapia simples e utilizada há vários anos com muito sucesso por milhares de famílias nos Estados Unidos e Europa. Consiste num protocolo de administração de agentes queladores, produtos capazes de se agregarem a minerais tóxicos e excretá-los do organismo através das fezes e urina.
Autismo x Mercúrio
A terapia de quelação tem demonstrado excelentes resultados em indivíduos autistas. Já é sabido que os autistas tem uma predisposição para reter mercúrio no organismo provocando sérios danos principalmente ao sistema nervoso central. O mercúrio é a segunda substância mais tóxica do planeta, e tem por característica se instalar no cérebro. Daí a importância de se desintoxicar o organismo. A terapia dura em média de 6 meses a 2 anos, dependendo da quantidade de mercúrio acumulado no cérebro.
Agentes Queladores
E consiste basicamente na administração de agentes queladores como ALA (alpha lipoic acid) que é um antioxidante e/ou DMSA (dimercapto succinic acid). Muitos pais decidiram por não utilizar o DMSA devido ao risco de danos ao fígado. Nos EUA o ALA é vendido sem receita médica, podendo ser adquirido em supermercados, lojas de vitaminas e farmácias. Já o DMSA é de uso controlado e necessita de receita médica para ser adquirido.
Thimerosal x Vacinas
Já é sabido que os autistas são mais sensíveis a certos agentes tóxicos do que outras, em especial ao mercúrio, utilizado em vacinas infantis sob a forma de Thimerosal que é usado como conservante em vacinas múltiplas (mais de uma vacina num mesmo frasco), vacinas multidose (várias doses extraídas de um mesmo frasco), vacinas para gripe, sprays nasais, etc. Nos Estados Unidos, desde 2001 está proibida a produção de vacinas contendo Thimerosal como conservante.
Quelação no Brasil
No Brasil, esta terapia ainda é nova, enquanto que em outros países já é utilizada com muito sucesso já há alguns anos. Os profissionais indicados para acompanhamento seriam os chamados médicos ortomoleculares, porém não conhecemos no Brasil profissionais desta especialidade que sigam os protocolos DAN (DAN Protocol) e Protocolo Andy (Andy Protocol) amplamente utilizados nos Estados Unidos.
Exames
A partir da realização de exames como o mineralograma (feito com amostras de fios de cabelo) e outros de sangue e fezes pode-se fazer a contagem do nível dos minerais, essenciais, etc. presentes no organismo. E com isso determinar a necessidade ou não de agentes queladores e/ou compostos vitamínicos específicos. É recomendado o acompanhamento médico para verificar o progresso na desintoxicação, o que normalmente consista na realização de exames de fezes e urina para detectar o que (minerais tóxicos) e quanto está sendo excretado.
Nos Estados Unidos
O tratamento está sendo amplamente utilizado nos EUA com muito sucesso. Crianças autistas tem apresentado melhoras significativas no seu quadro geral, muitas delas, inclusive, voltando a falar e recuperando outras habilidades relacionadas ao desenvolvimento, chegando até mesmo a deixarem de ser "rotuladas" com autistas.
Nota:
As informações aqui constantes não representam aconselhamento médico, refletem única e exclusivamente a opinião do autor. Para esclarecer suas dúvidas ou recomendar tratamento, sugerimos que procure um profissional.
IMPORTANTE
Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Causas
Estas causas são diversas e refletem a diversidade das pessoas com autismo: parece haver genes candidatos, isto é, uma predisposição para o autismo o que explica a incidência de casos de autismo nos filhos de um mesmo casal.
Fatores pré-natais (ex.: rubéola materna, hipertiroidismo) e durante o parto (ex.: prematuridade, baixo peso ao nascer, infecções neonatais graves, traumatismo de parto) também podem ter influência no aparecimento das perturbações do espectro do autismo.
Atualmente, alguns investigadores efetuam estudos acerca de anomalias nas estruturas e funções cerebrais das pessoas com autismo.
Estados Unidos e Canadá lideram os estudos sobre as causas do autismo e causam polêmica no meio científico e da saúde pública ao levantar a tese do autismo induzido pelas vacinas infantis.
Familiares de autistas nos EUA estão comemorando conquistas importantes resultado de um grande esforço e mobilização nacional.
A associação de autismo com as vacinas têm mobilizado o país.
As vacinas simples ou múltiplas dadas em uma única dose, contêm muitas substâncias tóxicas. As vacinas contêm ingredientes tais como anticongelante, fenol (usado como um desinfetante), formaldeído (conhecido como um cancerígeno), alumínio (associado com a doença de Alzheimer), Thimerosal, Neomicina e Estreptomicina.
As vacinas estão relacionadas com o autismo auto-imune e o autismo induzido por mercúrio (Thimerosal) contido nas vacinas para conservá-las.
1. AUTISMO AUTO-IMUNE
A evidência que o autismo seja uma doença auto-imune, é bastante forte.
As vacinas são produzidas e desenvolvidas à partir do cultivo em tecidos humanos e animais, como tecido de rins de macaco, embriões de galinha, tecido de rins de cachorro, células diplóides humanas (células fetos abortados), células sanguíneas de porco e de cavalo e cérebro de coelho. Acredita-se, que todos estes ingredientes e materiais genéticos não possam ser injetados em sistemas imunológicos imaturos sem causar efeitos secundários ou danos.
O problema do uso de células animais, é que durante a passagem serial do agente infeccioso (vírus, bactéria), o RNA de vírus ou o DNA de bactérias contidas nas células do cultivo ou o próprio DNA da célula animal cultivada, podem ser transferidos de um hospedeiro para outro. O indivíduo vacinado cria anticorpos contra esses RNA e DNA, além do anticorpo contra o agente infeccioso ou contra a toxina objetos da vacina propriamente dita. Esses anticorpos atacam as células dos órgãos dos vacinados, principalmente os neurônios, originando o autismo auto-imune.
Vírus animais não-detectados e outros materiais genéticos podem passar sem detecção por procedimentos de testes de controle de qualidade, como o ocorrido de 1955 até 1961 com o SV40, que contaminava a vacina da pólio e que foi relacionado com desenvolvimento de câncer. (Este termo SV40, quer dizer vírus de símio #40 -significa o quadragésimo vírus de macaco descoberto).
O DR. Vijendra Singh, professor de neuroimunologia do Departamento de Biologia da Universidade Estadual de Utah, segundo registros nas edições da revista Scene, de publicação da mesma universidade, apresentou, nos congressos internacionais de 2000 e 2002, seus estudos onde identifica anticorpo anti-cérebro e um particular anticorpo de sarampo, relacionados à vacina MMR (sarampo, rubéola e caxumba), encontrados em crianças com autismo, mas não presentes em crianças normais do grupo de controle, nem em crianças com outras doenças.
O fato de crianças autistas se beneficiarem com tratamento de aplicações endovenosas de imunoglobulina parece reforçar essa tese.
Estudos sobre anticorpos contra outros vírus vacinais estão em andamento.
A sociedade americana arrecada fundos para financiar as pesquisas, para que essas evidências sejam realmente comprovadas.
2. AUTISMO INDUZIDO POR MERCÚRIO.
Dentre o clamor das famílias, está a confirmação da relação entre o Thimerosal, um conservante à base de mercúrio contido em diversas vacinas infantis e autismo e demais síndromes que afetam o sistema nervoso central e, consequentemente, o desenvolvimento dos indivíduos afetados.
Muitas das crianças nascem com uma pré-disposição genética para reter metais pesados (cobre, chumbo, alumínio, mercúrio, etc) no organismo ao invés de excretá-los.
O mercúrio é altamente tóxico e, mesmo em pequenas doses é altamente prejudicial ao organismo humano. O cérebro dos fetos é o alvo mais vulnerável quando da exposição pré-natal ao mercúrio, mas após o nascimento, os neurônios também são afetados.
Quanto mais vacinas contendo mercúrio são administradas, maior é a quantidade de mercúrio acumulado no organismo.
Baseado no atual cronograma de vacinação americano, algumas crianças são inoculadas na maioria das vezes a 30 (ou mais) doses de vacinas até atingirem a idade escolar.
A quantidade de Thimerosal contido nas vacinas até 2001, excedia, em muito, os limites de exposição considerados "seguros" pela agência Agência de Proteção Ambiental (EPA) e a Agência de Registro e Controle de Doenças e Substâncias Tóxicas (ATSDR).
Após o término do ciclo de vacinação infantil, o acúmulo de mercúrio no organismo era até 72 vezes superior ao limite máximo tolerável para uma pessoa adulta.
O papel do mercúrio nos danos e desordens causadas ao sistema neurológico associados a atrasos de desenvolvimento e regressões comumente associados às desordens encontradas no espectro do autismo é uma realidade hoje comprovada.
Estudos recentes da Universidade de Calgary no Canadá, agora revelam que íons de mercúrio alteram a estrutura da membrana das células de neurônios em desenvolvimento .
...
Ocorre que o mercúrio permanece na circulação sangüínea por volta de 6 meses após a exposição, depois vindo a se concentrar no cérebro, ali permanecendo "oculto" e causando grave degeneração dos neurônios. Lamentavelmente, quanto mais tempo se leva para detectar a intoxicação por mercúrio, mais comprometido se torna o indivíduo, pois o mercúrio causa danos irreversíveis.
Muitas crianças nos Estados Unidos e Europa tem sido rediagnosticadas como portadoras de "Autismo Induzido por Mercúrio".
Milhares de famílias estão se unindo numa das maiores ações processuais coletivas de todos os tempos (quase atingindo as proporções das ações contra os fabricantes de cigarros). Todos os fabricantes e distribuidores de vacinas infantis que contém thimerosal estão sendo processados.
Além das pesquisas realizadas pelas universidades e por grupos patrocinados por fundo levantados pelos pais, essas famílias também têm ganhado as ações pelo acesso ao relatório do CDC de 2000, obtido pelo grupo de defesa "Safe Minds", através do Ato de Liberdade de Informação, que revela que crianças que receberam vacinas contendo mercúrio eram 2,48 vezes mais propícias a desenvolverem autismo e pelo Comitê Fundo de Reforma do Governo do Congresso Americano (Dep. Dan Burton - 2002) onde vários depoimentos foram feitos por funcionários do CDC e dos fabricantes de vacinas
http://www.youtube.com/watch?v=Dh-nkD5LSIg&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=0Y1VTYzLYy4
http://www.youtube.com/watch?v=BYy1kvOYNJI (The Andrew Wakefield Story)
Outra grande vitória para os familiares de autistas na associação autismo/thimerosal, é o sucesso obtido com a terapia chamada Quelação (medicina Ortomolecular), pela qual se procede a desintoxicação do organismo, eliminando-se o mercúrio depositado no sistema nervoso central e outros tecidos, trazendo equilíbrio ao organismo.
Uma lista de profissionais que adotam o protocolo de desintoxicação chamado Protocolo DAN (Defeat Autism Now) podem ser localizados no site www.autistas.org.
Pelo menos nos Estados Unidos, desde 2001 já não são mais fabricadas vacinas contendo Thimerosal (mercúrio).
No Brasil, algumas vacinas de fabricação nacional ou importadas ainda contêm traços de mercúrio, mas em doses muito longe da dose tóxica.
Em países da América Latina e África onde a fiscalização e regulamentação de medicamentos e vacinas não impedem o uso de Thimerosal como preservativo, não há, também, estimativa correta de casos de autismo relacionados à vacinação.
http://www.youtube.com/watch?v=XU8nSn5Ezd8
TRATAMENTO:
ü Medicina Ortomolecular (quelação)
ü Reorganização neurológica
ü Imunoterapia - imunoglobulinas
ü Medicamentos relacionados à co-morbidades: antidepressivos, anticonvulsivantes, etc, etc.
ü Sistema de Comunicação por Figuras (PECS- picture exchange communication system)
ü Terapia comportamental
ü Musicoterapia
ü Fonoaudiologia
ü Terapia ocupacional
ü Equoterapia
ü Hidroterapia
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